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Beijou as mãos daquela que seria sua esposa. Depois, correu para a outra, que sempre foi o seu amor.

Sorrindo, ofereceu-lhe seu carrinho. Era sua maior prova de amor por ela desde o jardim de infância.

Bentinho apaixonou-se pelos olhos de ressaca de Capitu. Ele vivia a suspirar. Já ela vivia bêbada...

Chegou na porta. Baixou o olhar. Suspirou. Levantou a mão. Ia bater, mas a porta se abriu. Sorrisos.

Escreveu uma longa carta de amor. Depois envelopou. Pôs o seguinte endereço: "Céu, ao lado de Deus".

Aprendeu a pronunciar "eu amo você" e em latim. Entretanto, seu amor não retribuía nem em português.

O metrô comia os trilhos, ele roía as unhas. Na próxima estação, ouviria finalmente a resposta dela.

Para ela, só um sorriso; para ele, as portas de um mundo onde só existia felicidade, amor e ternura.

Entregava-se de corpo e alma. Para ela, amar não era problema. O problema mesmo era a reciprocidade.

Na caixa, uma foto, uma rosa seca, uma aliança e um bilhete escrito "Amo você". No coração, saudade.

Violentou-o por vários anos. Até que compreendeu que seu amor próprio não merecia esses maus tratos.

Realmente precisava esquecê-la. Concentrou-se nos defeitos. "Desgraçada! Defeitinhos apaixonantes!".

Nunca esteve tão deslumbrante. Mas, para ele, era como se fosse uma dama em um quadro: inalcançável.

Tem muito amor para dar. É uma pena que ainda não conseguiu encontrar alguém que queira aceitá-lo...

"E pra acompanhar o café?". Olhou a cadeira vazia. Pensou em responder "a Malu", mas pediu adoçante.

Desespero, lágrimas, ódio, tristeza, esperança, conformismo, saudade, amizade... Um dia já foi amor.

Evitava-o como podia. Onde ele estava, ela não aparecia. Tudo isso para não se jogar em seus braços.

Escreveu um livro sobre o amor de sua vida. Mas conheceu Laura. Passou a escrever uma nova história.

Pensou em Bia e tuitou “Amo você!”. “Também te amo!”, respondeu Ana... e Sara... e Vera... e Rose...

Família, trabalho, amor, dinheiro... As costas doíam. Foram projetadas para suportá-lo, não o mundo.