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“Alô! Comprei uma coisa de vocês, fui usar agora e não func...”. O paraquedista não findou a queixa.

CLASSIFICADO: "Troco meu império jornalístico por kit com trenó de neve e telefone de Orson Welles”.

Deixou de responder seus e-mails, não atendia suas ligações e mesmo assim ele não entendeu o recado.

Tomou coragem: discou três números. Fone no gancho! A timidez o impediu de discar os outros cinco...

E-mail, telefone, chefe chamando... Estresse total. Mas isso não a impedia de distribuir sorrisos...

"Alô?... Não, obrigado... Sei que não dá pra saber o dia... Não! Não quero comprar um jazigo, ora!".

"... em 36 vezes...". Depois de um triste divórcio, telemarketing vendendo jazigo é peça do destino.

Procurou o número na agenda no J, de João, e no T, de Tio João. Encontrou no C, de Casa do Tio João.

Conseguiu fácil o telefone da garota e o anotou na mão. O difícil mesmo foi se lembrar do nome dela.

“Alô, Bia? Ah, desculpe o engano!”. Assim aprendeu a não anotar telefones na mão. “Isso é um seis?”.

A música que a lembrava era a mais tocada nas rádios. Mesmo assim, ele continuava ligando e pedindo.

Só quer um pouco de atenção: possui 37 assinaturas de jornais e revistas. Triiiiim! Olhos brilhando.