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De onde estava, Ana ouviu o marido elogiá-la. Ficou emocionada. Um viúvo saudosista... e cavalheiro.

Escreveu uma longa carta de amor. Depois envelopou. Pôs o seguinte endereço: "Céu, ao lado de Deus".

Na caixa, uma foto, uma rosa seca, uma aliança e um bilhete escrito "Amo você". No coração, saudade.

Escrevia poemas para matar o tempo, enquanto o tempo, a melancolia e a saudade não o matavam de vez.

"E pra acompanhar o café?". Olhou a cadeira vazia. Pensou em responder "a Malu", mas pediu adoçante.

Desespero, lágrimas, ódio, tristeza, esperança, conformismo, saudade, amizade... Um dia já foi amor.

CLASSIFICADO: "Procuro Eva, amor infantil. Última vez vista: na rodoviária, chorando minha partida."

Deixou a velha vida em busca de si. Saudade, lágrima. Uma foto. Sorriu. Trazia consigo os que amava.

Abriu o livro e encontrou uma pétala de rosa: seca. Os olhos verteram uma lágrima: molhada. Saudade.

Mãos dadas pelas ruas. Ele conduzido por ela. Coração apertado pela separação: primeiro dia de aula.

Dançou sozinha aquela música pela quarta vez. Sozinha não. Ele estava ali. Ela só não podia tocá-lo.

A dor que sentia era insuportável, mas passaria. Quando se esquecesse dela, seu cotovelo iria sarar.